Escala de Autoeficácia para a Atividade com Sentido: Encontrando sentido no envelhecimento ativo

Albertina Oliveira, Margarida Pedroso de Lima, Patrícia Portugal

Resumo


Objetivos: O presente artigo apresenta um estudo que visa aprofundar as qualidades psicométricas da Escala de Autoeficácia para a Atividade com Sentido (EAASentido), através de análises de fidelidade e validade. A escala foi desenvolvida a partir dos constructos teóricos da autoeficácia, da aprendizagem autodirigida e da atividade de pessoas de idade avançada no âmbito do projeto europeu PALADIN, com o objetivo de criar um instrumento apto a avaliar até que ponto os seniores se sentem confiantes para realizarem atividades com sentido, por si próprios.

 

Método: A investigação é de natureza não experimental e incidiu sobre uma amostra de 503 seniores e idosos das regiões Norte e Centro de Portugal com uma média etária de 71,66 (51 a 96 anos) a quem foram aplicadas a EAASentido, a Escala de Autoestima de Rosenberg (Rosenberg, 1989), a Positive Affect and Negative Affect Scale (Watson e Clark, 1994), a Satisfaction With Life Scale (Diener et al., 1985), o Meaning in Life Questionnaire (Steger, Frazier, Oishi e Kaler, 2006), a Escala de Autoeficácia para a Autodireção na Saúde (Oliveira, 2011) e a Instrumental Activities of Daily Living (Lawton e Brody, 1969).

 

Resultados: A consistência interna encontrada foi de 0,94 (alfa de Cronbach) e a validade de constructo revelou muito bons indicadores. No que respeita à análise de componentes principais, os resultados apontaram para três dimensões e não as cinco inicialmente previstas: atividades de desenvolvimento pessoal e participação social, atividades instrumentais, e atividades espirituais/religiosas. Analisadas as saturações dos itens propôs-se a reformulação da escala, eliminando cinco itens. A consistência interna global dos 15 itens manteve-se elevada (0,92).

 

Conclusões: Conclui-se que a EAASentido, com 15 itens, é bastante consistente e adequada para avaliar em que medida os seniores têm confiança na sua capacidade para se envolverem em atividades com sentido (em termos de indicador global), possuindo boa validade de constructo. Em estudos futuros sugere-se a continuidade da avaliação da sua estrutura dimensional, nomeadamente através de análises confirmatórias.




DOI: http://dx.doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.1.28

Palavras-chave


Autoeficácia; Atividade; Adultos idosos; Envelhecimento ativo; Escala de Autoeficácia para a Atividade com Sentido

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