https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/issue/feed Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social 2020-06-22T13:37:55+00:00 Helena Espírito Santo & Sónia Guadalupe rpics@ismt.pt Open Journal Systems <p>A <strong>Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social</strong> (RPICS) é uma revista multidisciplinar com revisão por pares publicada semestralmente pelo Departamento de Investigação &amp; Desenvolvimento do Instituto Superior Miguel Torga.</p> <p>A <strong>RPICS</strong> aceita para publicação artigos de investigação original e artigos de revisão nas áreas das Ciências Comportamentais e Sociais, submetidos por especialistas e investigadores.</p> <p>A <strong>RPICS</strong> é de leitura relevante para psicólogos, assistentes sociais, sociólogos e todos os profissionais com interesse em investigação comportamental e social.&nbsp;</p> <p>Todo o conteúdo está disponível on-line e é de Acesso Aberto, significando que todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente sem encargos para os seus usuários ou instituições. 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O papel mediador dos processos relacionados com a regulação emocional e da vergonha associada à doença crónica foi analisado através do cálculo de regressões lineares múltiplas hierárquicas.&nbsp;<strong>Resultados</strong>: O índice compósito de autojulgamento (autocriticismo, isolamento e sobreidentificação) revelou-se como o único preditor significativo dos sintomas de depressão, ansiedade e <em>stress</em> em pessoas com doença celíaca.&nbsp;<strong>Conclusões</strong>: Nas intervenções psicológicas dirigidas a pacientes com doença celíaca a avaliação e integração do autojulgamento enquanto processo de regulação emocional poderá ser relevante para a obtenção de ganhos terapêuticos no que se refere aos sintomas emocionais negativos de depressão, ansiedade e <em>stress</em>.</p> 2020-05-08T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Melanie Fernandes, Ana Galhardo, Ilda Massano-Cardoso https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/163 Jogos tradicionais portugueses adaptados e dinâmicas intergeracionais em pessoas com doença de Parkinson 2020-06-22T13:20:12+00:00 Marlene Rosa marlene.rosa@ipleiria.pt Carina Gomes Forte 5160220@my.ipleiria.pt Raul Antunes raul.antunes@ipleiria.pt Tânia Maurício tania.mauricio1@gmail.com <p><strong>Objetivo</strong>: Tendo em conta as limitações na terapia convencional, os jogos são cada vez mais utilizados pelo seu potencial em integrar as várias dimensões humanas afetadas pela Doença de Parkinson. Este estudo teve como objetivo testar a aplicação de um programa de jogos tradicionais adaptados a pessoas com DP, incluindo dinâmicas intergeracionais.&nbsp;<strong>Método</strong>: Foram realizadas três sessões de jogos tradicionais adaptados, incluindo nove pessoas com Doença de Parkinson. Foi ainda dinamizada uma sessão com dinâmicas intergeracionais, precedida de uma sessão educativa às crianças (pré escolar, 4 e 5 anos de idade) sobre o tema do envelhecimento. Deste modo, antes e após cada sessão, foi avaliado o nível de autoeficácia através da Escala de Autoeficácia para a Atividade com Sentido de cada participante, bem como o <em>feedback</em> dos participantes e das crianças através de uma entrevista estruturada. A análise da entrevista implicou a codificação usando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde por dois investigadores independentes.&nbsp;<strong>Resultados</strong>: Ao longo das sessões observou-se que cerca de 50% dos participantes melhoraram relativamente ao nível da autoeficácia e os restantes 50% mantiveram a cotação máxima. Observou-se também a importância da sessão educativa às crianças onde se verificou uma melhoria no nível de aprendizagem sobre o tema de envelhecimento, melhorando “o domínio de adaptações dos jogos para idosos”, bem como “o saber ajudar durante a implementação dos jogos “em população idosa. Ainda no decorrer das sessões, as pessoas com Doença de Parkinson assinalaram a importância de temas como: a componente afetiva que advêm da experiência, as memórias, o relacionamento entre os participantes e as crianças.&nbsp;<strong>Conclusões</strong>: Este estudo permitiu verificar que os jogos tradicionais adaptados têm impacto no nível da autoeficácia dos participantes bem como são catalisadores de dinâmicas positivas entre várias gerações.</p> 2020-05-14T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Marlene Rosa, Carina Gomes Forte, Raul Antunes, Tânia Maurício https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/166 Sintomas depressivos em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1 e Tipo 2 e sua relação com o controlo glicémico 2020-06-22T13:23:52+00:00 Ilda Maria Massano-Cardoso ildamassano@ismt.pt Fernanda Daniel fernanda.b.daniel@gmail.com Vítor Rodrigues vrodrigues@netcabo.pt Ana Galhardo anamargaridagalhardo@gmail.com <p><strong>Objetivo</strong>: O presente estudo procurou avaliar a presença de sintomas depressivos em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 1 (T1DM) e tipo 2 (T2DM), explorando a sua associação com o controlo glicémico.&nbsp;<strong>Métodos</strong>: Estudo de desenho transversal. Participaram no estudo 347 pacientes com um diagnóstico de diabetes <em>mellitus</em> tipo 1 e tipo 2, os quais preencheram um questionário sociodemográfico e clínico e o Inventário Depressivo de Beck (BDI). Os valores do controlo glicémico foram facultados pelo clínico assistente, sendo baseados no critério de hemoglobina glicada (A1C). <strong>Resultados</strong>: O score médio do BDI total para os pacientes com T1DM ou T2DM não se revelou clinicamente significativo e não se encontrouassociado à duração da doença. A associação entre sintomas depressivos e controlo glicémico foi significativa em ambos os tipos de diabetes. Os pacientes com T2DM que apresentaram mais sintomas depressivos foram os que evidenciavam maior controlo glicémico. As diferenças observadas nos sintomas depressivos dos pacientes com T1DM e T2DM manifestaram-se nos sintomas somáticos avaliados pelo BDI.&nbsp;<strong>Conclusões</strong>: Os sintomas depressivos nos pacientes com T2DM podem ser confundidos com as consequências físicas da própria diabetes. De referir igualmente a possibilidade de o humor negativo desempenhar um papel mediador na mobilização das estratégias promotoras de um adequado controlo glicémico.</p> 2020-05-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Ilda Maria Massano-Cardoso, Fernanda Daniel, Vítor Rodrigues, Ana Galhardo https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/170 O efeito da impulsividade, autoaversão e autocompaixão nos traços borderline na adolescência: Estudo das diferenças entre sexos 2020-06-22T13:25:34+00:00 Diogo Carreiras diogocarreiras1@gmail.com Paula Castilho paulacastilho@fpce.uc.pt Marina Cunha marina_cunha@ismt.pt <p><strong>Contexto</strong>: A adolescência é uma etapa desenvolvimental com mudanças biológicas, psicológicas e sociais que irão influenciar o funcionamento na idade adulta. A investigação em torno das Perturbações da Personalidade, e em particular da Perturbação <em>Borderline</em> da Personalidade (PBP), tem cada vez mais investido no estudo de traços disfuncionais e inflexíveis em idades precoces, uma vez que é claro que uma Perturbação da Personalidade não se manifesta apenas subitamente na idade adulta. Existe uma trajetória desenvolvimental que deve ser melhor compreendida e explorada.&nbsp;<strong>Objetivo</strong>: Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar o contributo de processos e mecanismos psicológicos, como a impulsividade, autoaversão e autocompaixão, para a compreensão dos traços <em>borderline</em> na adolescência.&nbsp;<strong>Método</strong>: Este estudo tem um desenho transversal e uma amostra constituída por 440 adolescentes da população geral (278 raparigas e 162 rapazes), com idades compreendidas entre os 14 e os 17 anos. Com recurso ao SPSS, realizaram-se testes <em>t</em> para amostras independentes, correlações de Pearson e regressões lineares.&nbsp;<strong>Resultados</strong>: As raparigas, quando comparadas com os rapazes, apresentaram níveis mais elevados de autoaversão, depressão e traços <em>borderline</em> e níveis mais baixos de autocompaixão. Os modelos de regressão hierárquica para testar o poder preditivo da impulsividade, autoaversão e autocompaixão nos traços <em>borderline</em> foram significativos, explicando 46% da variância dos traços <em>borderline</em> em rapazes e 58% nas raparigas, controlando o efeito da depressão. Enquanto que nas raparigas, todas as variáveis apresentaram um contributo significativo (depressão, impulsividade, autocompaixão e autoaversão), nos rapazes apenas a depressão, impulsividade e autocompaixão revelaram poder preditivo.&nbsp;<strong>Conclusões</strong>: Os dados desta investigação salientam variáveis essenciais para compreender os traços <em>borderline</em> em adolescentes, bem como as diferenças nesses mecanismos psicológicos entre raparigas e rapazes, tendo significativas implicações para a investigação e, sobretudo, para a prática clínica e prevenção.</p> 2020-05-21T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Diogo Carreiras, Paula Castilho, Marina Cunha (Autor) https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/169 Mudanças na vida quotidiana em pessoas idosas institucionalizadas pelo impacto da doença 2020-06-22T13:36:50+00:00 Nuno de Noronha da Costa Bispo nunofisio@hotmail.com Viviane de Souza Pinho Costa vivicosta74@gmail.com Mário Molari marioartigo@gmail.com Letícia Caroline Falossi leticiafalossi@hotmail.com Tatiani Aparecida Silva Fidelis tatianifidelisfisio@gmail.com Fernanda Freitas Gonçalves Leati fernanda.leati@gmail.com Thainara Ferreira Furini thainaraferreirafurini@hotmail.com Flamínia Manzano Moreira Lodovici flalodo@terra.com.br Ruth Gelehrter da Costa Lopes ruthgclopes@gmail.com Maria Helena Villas Boas Concone mhconcone@yahoo.com.br <p><strong>Objetivo</strong>: Verificar as mudanças na vida cotidiana em pessoas idosas institucionalizadas provocadas pelo impacto da doença foi o objetivo geral desta pesquisa etnográfica. <strong>Método</strong>: A pesquisa decorreu com 99 residentes de uma instituição de longa permanência para idosos, no sul do Brasil. Houve uma pesquisa documental da Instituição e a permanência do pesquisador para a familiarização deste com o ambiente e todo o público. A observação participante e a entrevista semiestruturada foram utilizadas para a coleta de dados. Após o trabalho de campo, os dados foram analisados por meio da descrição da observação e pelo método hermenêutico-dialético. <strong>Resultados</strong>: observou-se a dependência funcional, perda da autonomia e do controle pessoal. Nas falas dos participantes, constatou-se a perda da liberdade, a dependência física nas atividades do cotidiano, a diminuição da ocupação, o isolamento e a dificuldade para dormir. O acometimento da mobilidade foi notado na observação participante e nas entrevistas. <strong>Conclusão</strong>: Nas considerações finais a temática da pesquisa qualitativa destaca a restrição da autonomia que as pessoas idosas residentes da Instituição enfrentam diante às novas condições vivenciadas no quotidiano institucional ocasionado pela doença, o que interfere na qualidade de vida destes residentes.</p> 2020-05-22T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Nuno de Noronha da Costa Bispo (Autor) https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/172 Velhice(s) e participação em estruturas residenciais para idosos percecionadas por pessoas idosas e assistentes sociais: um estudo qualitativo 2020-06-22T13:37:55+00:00 Ricardo Crispim rmscrispim@hotmail.com <p><strong>Objetivo</strong>: Esta investigação tem como objetivo trazer uma reflexão sobre as várias expressões da(s) velhice(s), associadas à participação ativa das pessoas idosas em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e no seu projeto de vida. <strong>Método</strong>: A amostra envolveu 12 pessoas idosas e cinco assistentes sociais que residiam e exerciam a prática profissional em ERPI, respetivamente. O protocolo foi composto por questionário sociodemográfico e entrevistas em profundidade (semiestruturada), prosseguindo uma abordagem qualitativa (análise de conteúdo). <strong>Resultados</strong>: A amostra de pessoas idosas constitui-se maioritariamente por “idosos muito idosos” (&gt; 85 anos). A participação nos processos decisórios em ERPI tenderam a inclinar-se para a renúncia voluntária das pessoas idosas em contribuir para as decisões alocadas às dinâmicas/estratégias institucionais. Na posição adotada pelas ERPI, ainda que estas assumam um padrão diretivo associado ao cuidado, começam a surgir disposições que apresentam um carácter mais inovador (e.g., comissões de idosos, biblioterapia, tertúlias), convergindo com as abordagens atuais do <em>envelhecimento ativo</em>, em que as pessoas idosas são reconhecidas como um coletivo heterogéneo. Este facto encontra paralelo com a expressão da satisfação dos seniores, advinda da oportunidade que lhes é dada de exercerem quotidianamente a sua cidadania. <strong>Conclusões</strong>: O cuidado institucional tende a privilegiar uma abordagem holística no entendimento da(s) velhice(s). Estas alterações, ainda que assumam um ritmo lento e monótono, fazem emergir abordagens operativas capazes de privilegiar o capital de conhecimento e sabedoria das pessoas idosas implicando-as ativamente nos processos decisórios em contextos residenciais coletivos, associadas aos movimentos contemporâneos do <em>envelhecimento ativo</em>.</p> 2020-05-28T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Ricardo Crispim (Autor) https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/161 Medidas de autorresposta como exames complementares no diagnóstico de insónia 2020-06-18T21:03:25+00:00 Daniel Ruivo Marques drmarques@ua.pt <p>[Este artigo não tem resumo. Apresentam-se as primeiras 112 palavras]</p> <p>A insónia crónica é um distúrbio de sono muito prevalente constituindo um problema de saúde pública&nbsp;(Riemann et al., 2017). É caracterizada por ser um distúrbio subjetivo. Subjetivo, uma vez que o diagnóstico<br>é baseado essencialmente no auto-relato / nas queixas dos doentes e na avaliação do especialista de sono<br>através de uma entrevista clínica sistemática que, na prática, constitui o método de eleição para o diagnóstico <br>(gold standard) (Marques et al., 2018). Por sua vez, o diagnóstico de outros distúrbios do sono requerem a utilização das chamadas "medidas objetivas" como a polissonografia (Riemann et al., 2017). Sendo a insónia crónica um distúrbio subjetivo, é importante proceder a uma avaliação clínica exaustiva.</p> 2020-05-29T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Daniel Ruivo Marques (Autor)