Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT <p>A <strong>Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social</strong> (RPICS) é uma revista multidisciplinar com revisão por pares publicada semestralmente pelo Departamento de Investigação &amp; Desenvolvimento do Instituto Superior Miguel Torga.</p> <p>A <strong>RPICS</strong> aceita para publicação artigos de investigação original e artigos de revisão nas áreas das Ciências Comportamentais e Sociais, submetidos por especialistas e investigadores.</p> <p>A <strong>RPICS</strong> é de leitura relevante para psicólogos, assistentes sociais, sociólogos e todos os profissionais com interesse em investigação comportamental e social.&nbsp;</p> <p>Todo o conteúdo está disponível on-line e é de Acesso Aberto, significando que todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente sem encargos para os seus usuários ou instituições. 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Um ideal de um corpo idealmente esbelto e firme, nem sempre acessível, pode envolver consequências negativas para a saúde física e mental. Este ideal é um produto de um momento cultural e tem vindo a expressar-se como insatisfação corporal e distorção da imagem corporal em cada vez mais pessoas. </p> Helena Espirito-Santo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 1 2 10.31211/rpics.2018.4.2.98 Medos associados à imagem corporal na adolescência: desenvolvimento e validação da Escala de Ansiedade e Evitamento de Situações devido ao Peso e Aparência Física https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/68 <p class="CorpoA"><strong>Objetivo</strong>:<strong> </strong>O presente trabalho teve como objetivo fundamental o desenvolvimento e validação de um novo instrumento para adolescentes: a Escala de Ansiedade e Evitamento de Situações devido ao Peso e Aparência Física (EAESPAF).</p><p class="CorpoA"><strong>Métodos</strong>:<strong> </strong>A amostra incluiu 357 adolescentes, 195 do sexo masculino e 162 do sexo feminino, com idades entre os 12 e os 18 anos, a frequentarem o 3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário. Para além do instrumento citado, os jovens preencheram um conjunto de questionários de autorresposta que avaliam sintomas de depressão, ansiedade, <em>stress</em>, experiências de <em>bullying</em>e sentimentos de vergonha relacionados com a aparência física e peso.</p><p class="CorpoA"><strong>Resultados</strong>:<strong> </strong>Os resultados mostraram que as duas subescalas (ansiedade/desconforto e evitamento) da EAESPAF apresentam uma estrutura fatorial constituída por dois fatores. Ambas as subescalas revelaram uma excelente consistência interna (αde Cronbach = 0,91), com uma boa qualidade dos itens e uma adequada estabilidade temporal. Foram encontradas correlações positivas significativas entre as subescalas da EAESPAF e os sentimentos de vergonha, as experiências de vitimização, e sintomas psicopatológicos (depressão, ansiedade e <em>stress</em>). O sexo feminino revelou valores significativamente mais elevados que o sexo masculino no total da subescala de ansiedade e no Fator 2 (de ambas as subescalas de ansiedade e de evitamento), o qual se relaciona sobretudo com uma maior exposição na interação com os outros.</p><p><strong>Conclusões</strong>: Na generalidade a EAESPAF é um instrumento fidedigno e válido para a avaliação de medos relacionados com a aparência física e peso durante a adolescência.</p> Ana Rita Silva Costa Marina Cunha Lara Palmeira Margarida Couto Ana Galhardo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 3 15 10.31211/rpics.2018.4.2.68 Estudo da estrutura fatorial e das qualidades psicométricas da versão portuguesa da Male Body Attitude Scale-Revised https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/74 <p><strong>Objetivo</strong>: A literatura demonstra que a imagem corporal é uma dimensão central de auto e heteroavaliação e um foco de preocupação não só para as mulheres, mas também para os homens. Diversos autores têm sublinhado a necessidade de um maior investimento no desenvolvimento e validação de instrumentos de medida para a imagem corporal para o sexo masculino, dado que homens e mulheres se distinguem significativamente em relação às preocupações associadas à aparência física. A <em>Male Body Attitude Scale-Revised</em><strong></strong>(MBAS-R) é a versão revista de um instrumento de medida (MBAS), especificamente desenvolvido para a população masculina, que visa avaliar as atitudes e preocupações em relação à imagem corporal. O presente estudo visa estudar a estrutura fatorial e as propriedades psicométricas da versão portuguesa da MBAS-R.</p><p><strong>Métodos</strong>: O estudo foi conduzido numa amostra constituída por 222 homens da população geral portuguesa, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos.</p><p><strong>Resultados</strong>: Os resultados de uma série de análises fatoriais confirmatórias demonstraram a adequação da versão portuguesa da MBAS-R (12-itens) com uma estrutura de dois fatores (massa muscular e massa gorda). A análise dos itens da versão portuguesa da MBAS-R revelou que todos os itens contribuem consistentemente para a respetiva subescala e para a medida global. Adicionalmente, tanto a escala total como as subescalas da versão portuguesa da MBAS-R revelaram boa consistência interna. Os resultados mostraram ainda que as preocupações e atitudes em relação à imagem corporal, avaliadas pela MBAS-R, se associam positivamente a vergonha externa, vergonha corporal e inflexibilidade alimentar.</p><p><strong>Conclusões</strong>: Os resultados sugerem que a MBAS-R é uma medida breve e válida para avaliar e caraterizar as preocupações masculinas em relação à imagem corporal de um modo global e, simultaneamente, especificamente em relação a duas dimensões centrais da vivência da imagem corporal (massa muscular e gordura corporal) nesta população.</p> Cláudia Ferreira Joana Marta-Simões Sara Oliveira João Duarte ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 16 24 10.31211/rpics.2018.4.2.74 Versão Portuguesa Reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-14): análise fatorial exploratória e confirmatória https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/79 <p><strong>Objetivo</strong>: Pretende-se com este estudo, apresentar uma versão reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-24) para a população portuguesa. </p><p><strong>Método</strong>: Após análise de seis amostras recolhidas entre os anos 2010 e 2017, num total de 1016 participantes que responderam a questões relacionadas com o investimento esquemático da aparência e autoconsciência da aparência (DAS-24), solicitou-se autorização aos autores da versão portuguesa e versão original da DAS-24 a redução da escala para 14 itens.</p><p><strong>Resultados</strong>: A DAS-14 apresentou um bom índice de consistência interna, quer na amostra não-clínica (α de Cronbach = 0,91), quer na amostra clínica (α de Cronbach = 0,88). A análise fatorial confirmatória apresentou um ajustamento aceitável, quer para a amostra não clínica (χ<sup>2</sup><em>/gl </em>= 1,17; <em>GFI</em>= 0,95; <em>CFI</em>= 0,99; <em>TLI</em>= 0,98; <em>RMSEA</em>= 0,028; <em>p</em>[(RMSEA ≤ 0,05) = 0,92], quer para a amostra clínica (χ<sup>2</sup><em>/gl </em>= 1,36; <em>GFI</em>= 0,94; <em>CFI</em>= 0,98; <em>TLI</em>= 0,96; <em>RMSEA</em>= 0,047; <em>p</em>[(RMSEA ≤ 0,05) = 0,56].<strong></strong></p><p><strong>Conclusões</strong>: A DAS-14 apresenta-se psicometricamente robusta na avaliação da autoconsciência da aparência em amostras da população geral e clínica.</p> José Carlos da Silva Mendes Vera Pereira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 25 32 10.31211/rpics.2018.4.2.79 Memórias das mensagens alimentares precoces transmitidas pelos cuidadores e comportamentos de ingestão alimentar compulsiva em adultos da população geral portuguesa: Estudo do papel da apreciação da imagem corporal https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/82 <p><strong>Objetivo</strong>: O objetivo do presente estudo foi testar o efeito mediador da apreciação da imagem corporal na associação entre memórias de mensagens alimentares transmitidas pelos cuidadores durante a infância e adolescência e a adoção de comportamentos de compulsão alimentar na adultez.</p><p><strong>Métodos</strong>: Participaram neste estudo 246 mulheres e 133 homens da população geral que completaram numa plataforma <em>online </em>medidas de autorrelato para avaliar memórias de mensagens alimentares transmitidas pelos cuidadores, a apreciação da imagem corporal e sintomatologia de compulsão alimentar. </p><p><strong>Resultados</strong>: Os resultados revelaram associações negativas entre a recordação de mensagens alimentares precoces do tipo restritivo e crítico e a apreciação da imagem corporal e entre a apreciação da imagem corporal e a sintomatologia de ingestão alimentar compulsiva. Os resultados da análise de vias revelaram uma associação positiva entre mensagens parentais do tipo restritivo e crítico em relação à alimentação durante a infância e adolescência e a sintomatologia de compulsão alimentar, sendo esta relação parcialmente mediada pela apreciação da imagem corporal,que explicou 35% da variância da sintomatologia de compulsão alimentar, não revelando diferenças significativas entre o sexo masculino e feminino.</p><p><strong>Conclusões</strong>: Este estudo parece ter importantes implicações clínicas, demonstrando que a transmissão precoce de mensagens alimentares de controlo por parte dos cuidadores está associada a uma menor tendência dos indivíduos para adotar, posteriormente, atitudes positivas relativamente à imagem corporal e, consequentemente, mais comportamentos alimentares perturbados, como a compulsão alimentar. Estes resultados sublinham a importância de desenvolver programas para pais/cuidadores focados no desenvolvimento de estratégias adaptativas para regular o comportamento alimentar das crianças.</p> Sara Oliveira Cláudia Ferreira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 33 41 10.31211/rpics.2018.4.2.82 Autoconsciência da aparência e a adaptação no ensino superior: Estudo exploratório https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/76 <p><strong>Contexto</strong>: A Psicologia da Aparência tem merecido pouca atenção dos investigadores portugueses. As representações contemporâneas do corpo ideal (<em>magro</em>, <em>atlético </em>e com <em>formas</em>), muito avolumadas pelos meios de comunicação social e redes sociais, criam frequentemente a insatisfação com a aparência. Estudos recentes referem que os estudantes universitários se encontram insatisfeitos com a imagem corporal. </p><p><strong>Objetivo</strong>: Avaliar possíveis relações entre as preocupações com aparência, nomeadamente a autoconsciência da aparência, e a adaptação ao Ensino Superior por parte de estudantes portugueses.</p><p><strong>Método</strong>: Exploratório e quantitativo. Participaram 206 estudantes do Ensino Superior, tendo respondido a um Questionário Sociodemográfico, à versão portuguesa reduzida da Escala de Avaliação da Aparência de Derriford (DAS-14) e ao Questionário de Adaptação ao Ensino Superior (QAES). </p><p><strong>Resultados</strong>: Verificaram-se diferenças significativas na DAS-14 (autoconsciência da aparência) entre os sexos; correlação moderada entre a DAS-14 e a dimensão adaptação pessoal-emocional e relações fracas entre a DAS-14 e as restantes dimensões do QAES (adaptação interpessoal, adaptação à instituição, adaptação académica, compromisso com o curso e desenvolvimento de carreira). A autoconsciência da aparência apresenta-se quer como variável preditora, quer como variável de resposta na dimensão adaptação pessoal-emocional.</p><p><strong>Conclusão</strong>: Existe relação entre o sexo a autoconsciência da aparência. Os estudantes que têm menor concentração nos sentimentos negativos no corpo têm uma maior relação com as dimensões sociais, cognitivas e contextuais da adaptação ao ensino superior.<strong></strong>As preocupações com a aparência e a adaptação pessoal-emocional influenciam-se mutuamente, isto é, a aceitação da aparência parece ser relevante para a adaptação e para o desenvolvimento da identidade dos adultos emergentes. O estudo abre futuras investigações na área da Psicologia da Aparência.<strong></strong></p> José Carlos da Silva Mendes Adriana Fraga Carla Medeiros Daniela Moniz Luana Miranda Teresa Medeiros ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 41 47 10.31211/rpics.2018.4.2.76 Uma abordagem longitudinal da contribuição do trauma e da vergonha nos sintomas depressivos em adolescentes https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/62 <p><strong>Contexto</strong>: A revisão da literatura sobre potenciais fatores preditores dos sintomas depressivos em adolescentes tem mostrado que asexperiências traumáticas durante a infância, as experiências de vergonha e o género têm um contributo relevante.</p><p><strong>Objetivo</strong>: Pretende-se com o presente estudo<strong></strong>observar a variabilidade intraindividual da vergonha, acontecimentos traumáticos e género e testar o poder preditivo destas variáveis a 6 meses na evolução de sintomas depressivos (variável dependente) em adolescentes.</p><p><strong>Método</strong>: A amostra foi constituída por 325 adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, distribuídos pela zona centro de Portugal e a frequentar o 3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário. Foram utilizados o Inventário de Depressão para Crianças, a Escala Breve de vergonha e o Questionário de Trauma na Infância para a avaliação das variáveis referidas. Os resultados longitudinais foram analisados através de uma análise de regressão linear múltipla. </p><p><strong>Resultados</strong>: Verificou-se uma associação positiva entre experiências relatadas como traumáticas e as perceções de vergonha (T1) e os sintomas depressivos (T2, após 6 meses). O modelo de regressão linear múltipla explicou 63% da variância dos sintomas depressivos no T2, podendo contemplar-se que a pertença ao género feminino, a experiência de sentimentos de vergonha e de acontecimentos percebidos como abuso afetivo, abuso sexual e de negligência emocional (variáveis do trauma) permitiram predizer sintomas depressivos na adolescência.</p><p><strong>Conclusão</strong>: Dado que existe alguma evidência do impacto de acontecimentos traumáticos do tipo abuso/negligência durante a infância e de perceções de vergonha, durante a adolescência no desenvolvimento de sintomas depressivos, será pertinente que estas variáveis sejam tidas em conta, quer na avaliação, quer nas intervenções psicoterapêuticas nesta etapa do desenvolvimento humano. Este estudo contribui para salientar o papel de fatores de vulnerabilidade para os sintomas depressivos na adolescência.</p> Marina Cunha Rute Almeida Sónia Cherpe Sónia Simões Mariana Marques ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 49 59 10.31211/rpics.2018.4.2.62 Stalking e ciberstalking em estudantes universitários: Uma revisão sistemática https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/75 <p><strong>Objetivo</strong>: Este artigo tem como objetivo contribuir para o conhecimento dos fenómenos de <em>stalking </em>e <em>ciberstalking  </em>através da identificação e análise dos estudos empíricos referentes à ocorrência daqueles fenómenos em estudantes universitários.</p><p><strong>Métodos</strong>: Para tal adotámos os procedimentos para a realização de uma revisão sistemática sobre a investigação realizada sobre a ocorrência do <em>stalking </em>e do <em>ciberstalking </em>em estudantes do ensino universitário.</p><p><strong>Resultados</strong>: Os resultados mostraram que predominam os estudos quantitativos de natureza transversal, recorrendo a <em>designs </em>exploratórios, descritivos e correlacionais, centrados na vítima. Os instrumentos mais utilizados para avaliar ambos os fenómenos foram diversos, porém todos os estudos recorreram a inventários de autorrelato. Em relação à prevalência dos fenómenos, os valores obtidos nos estudos foram muito diferentes (e.g., de 12% a 96% ao longo da vida). Em ambos os fenómenos, as dinâmicas e os comportamentos revelaram que as vítimas eram maioritariamente do sexo feminino, os ofensores pertenciam maioritariamente ao sexo masculino, decorrendo comumente o fenómeno de uma relação de intimidade ou por pessoas conhecidas (e.g., colega, familiar, vizinho). As áreas mais afetadas, no <em>stalking </em>e no <em>ciberstalking</em>, foram a saúde psicológica e física, com consequências nos estilos de vida e economia dos estudantes universitários. Quanto às respostas à vitimação, as fontes de apoio informal foram as mais ativadas pelas vítimas.</p><p><strong>Conclusões</strong>: Em relação aos fenómenos do <em>stalking </em>ou <em>ciberstalking </em>em estudantes universitários, concluímos que predominam os estudos de prevalência, de natureza transversal e fazendo uso de diferentes tipos de instrumentos. Consideramos que a investigação pode abranger outras amostras, estudos de continuidade, beneficiando com uniformização na escolha de instrumentos para a recolha de dados e no estudo da coocorrência dos fenómenos.</p> Sara A. Pires Ana Isabel Sani Cristina Soeiro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 60 75 10.31211/rpics.2018.4.2.75 Errata a: Calcular e apresentar tamanhos do efeito em trabalhos científicos (1): As limitações do p < 0,05 na análise de diferenças de médias de dois grupos https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/97 <p>Este artigo não tem resumo.</p><p> </p> Helena Espirito-Santo Fernanda Daniel ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2018-10-01 2018-10-01 4 2 10.31211/rpics.2018.4.2.97