Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT <p>A <strong>Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social</strong> (RPICS) é uma revista multidisciplinar com revisão por pares publicada semestralmente pelo Departamento de Investigação &amp; Desenvolvimento do Instituto Superior Miguel Torga.</p> <p>A <strong>RPICS</strong> aceita para publicação artigos de investigação original e artigos de revisão nas áreas das Ciências Comportamentais e Sociais, submetidos por especialistas e investigadores.</p> <p>A <strong>RPICS</strong> é de leitura relevante para psicólogos, assistentes sociais, sociólogos e todos os profissionais com interesse em investigação comportamental e social.&nbsp;</p> <p>Todo o conteúdo está disponível on-line e é de Acesso Aberto, significando que todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente sem encargos para os seus usuários ou instituições. 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Propõe-se com este estudo, compreender a Autoconsciência da Aparência em pessoas com deficiência visual.</p> <p><strong>Método</strong>: Participaram 104 indivíduos (43 com cegueira congénita, 19 com baixa visão congénita, 23 com cegueira adquirida e 19 com baixa visão adquirida) que responderam a um conjunto de questionários quer disponibilizados <em>on-line</em>, quer de forma presencial, tendo sido adicionada a opção de resposta "não se aplica" em todos os itens da versão reduzida da <em>Derriford Appearance Scale</em> (DAS-24) e <em>Appearance Scale Inventory</em> (ASI-R).</p> <p><strong>Resultados</strong>: Todos os instrumentos utilizados apresentaram bons índices de consistência interna. Não se verificaram diferenças significativas no Investimento Esquemático e Autoconsciência da Aparência entre os tipos de deficiência visual. Os participantes com baixa visão congénita e baixa visão adquirida, apresentaram maior desconforto com a sua aparência, em comparação com os participantes com cegueira congénita e cegueira adquirida. O Afeto Negativo revelou-se preditor do investimento esquemático e autoconsciência da aparência.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Preocupações da aparência em indivíduos com deficiência visual são generalizadas, ocorrendo internalização dos ideais do corpo também em sujeitos sem visão. O Afeto Negativo é um preditor do Investimento Esquemático e Autoconsciência da Aparência.</p> José Carlos da Silva Mendes, Durval Alcaidinho, Maura Alcaidinho Direitos de Autor (c) 2019 José Carlos da Silva Mendes, Durval Alcaidinho, Maura Alcaidinho https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/99 Wed, 13 Feb 2019 00:00:00 +0000 Preditores da qualidade de vida e de suporte social percebido em pessoas com doença mental crónica: Estudo preliminar https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/100 <p><strong>Objetivos</strong>: As políticas de Saúde Mental privilegiam as práticas que incentivem a desinstitucionalização; contudo muitas pessoas com doença mental crónica permanecem institucionalizadas, competindo às instituições de saúde contribuir para melhorar a sua Qualidade de Vida e a perceção de Suporte Social. Este estudo pretende caracterizar uma amostra de pessoas com doença mental crónica institucionalizadas e identificar as variáveis preditoras da Qualidade de Vida e de Suporte Social Percebido.</p> <p><strong>Métodos</strong>: Neste estudo de design transversal e descritivo-correlacional, participaram 60 mulheres institucionalizadas, com diagnóstico de Esquizofrenia ou Perturbação Bipolar. Utilizou-se um Questionário Sociodemográfico, o Questionário Breve de Avaliação da Qualidade de Vida (Vaz Serra et al., 2006) e a Escala de Satisfação com Suporte Social (Pais-Ribeiro, 1999).</p> <p><strong>Resultados</strong>: As análises de regressão múltipla efetuadas demonstraram que a Perceção de Felicidade é preditora da Qualidade de Vida e do Suporte Social Percebido; a Perceção do Estado de Saúde é preditora da Qualidade de Vida e a Satisfação com a Comunidade é preditora do Suporte Social Percebido.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Ao nível das principais conclusões e como implicações para a prática clínica, destaca-se a importância que um maior sentimento de pertença e de satisfação com a comunidade têm na Qualidade de Vida e no Suporte Social Percebido.</p> Catarina Marques Ribeiro, Rita Vanessa Alexandre Salvador, Paula Saraiva Carvalho Direitos de Autor (c) 2019 Catarina Marques Ribeiro, Rita Vanessa Alexandre Salvador, Paula Saraiva Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/100 Thu, 28 Feb 2019 23:10:00 +0000 O impacto das experiências emocionais positivas precoces e das competências autocompassivas na sintomatologia depressiva: O papel mediador de diferentes processos de regulação emocional https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/101 <p><strong>Contexto</strong>: A literatura tem documentado que as experiências emocionais precoces e as competências autocompassivas desempenham um papel central na regulação emocional adaptativa e na saúde mental. Adicionalmente, crescente evidência suporta que diferentes processos de regulação emocional exercem um papel mediador significativo na relação entre experiências emocionais e sintomatologia depressiva.</p> <p><strong>Métodos e Objetivo</strong>: Este estudo foi conduzido numa amostra da população geral constituída por 389 participantes, com idades entre os 18 e os 50 anos (<em>M</em> = 31,84; <em>DP</em> = 10,97). Os participantes completaram um protocolo de medidas de autorresposta que avalia memórias precoces de calor e segurança, autocompaixão, proximidade e conexão aos outros, evitamento experiencial e sintomatologia depressiva. O estudo examinou um modelo integrador no qual foi colocado como hipótese que a relação entre memórias afiliativas positivas e sintomatologia depressiva é mediada pela proximidade e conexão aos outros e o evitamento experiencial.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Os resultados confirmaram a adequabilidade do modelo testado, o qual explica 34% da variância da sintomatologia depressiva. Os resultados revelaram que experiências precoces de calor, afeto e segurança e as competências autocompassivas se associam a menores níveis de sintomatologia depressiva, através de níveis superiores de sentimentos de segurança e proximidade ao outro e menor adoção de estratégias de evitamento experiencial.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Este estudo contribui para a clarificação do impacto das vivências emocionais precoces e das competências autocompassivas na saúde mental. Os dados sublinham a importância das competências sociais e afiliativas e de aceitação, enquanto mecanismos mediadores na explicação da saúde mental.</p> Maria João Varela, Cláudia Ferreira Direitos de Autor (c) 2019 Maria João Varela, Cláudia Ferreira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/101 Tue, 29 Jan 2019 00:00:00 +0000 Estilo de vida dos adolescentes e jovens adultos e comportamentos desviantes e delinquentes: Das vivências familiares, escolares e individuais https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/106 <p><strong>Objetivo</strong>: O conhecimento do estilo de vida dos jovens revela-se fundamental para a identificação e intervenção nos comportamentos de risco e na promoção de oportunidades de desenvolvimento dos jovens. Neste sentido, o presente trabalho tem por objetivo a caraterização do estilo de vida dos jovens e dos seus eventuais comportamentos desviantes e delinquentes.</p> <p><strong>Método</strong>: A amostra foi constituída por 80 jovens (<em>M</em> = 19 anos; <em>DP</em>= 2,60), sendo 56% rapazes. Para efeito da recolha de dados recorreu-se a um inquérito por questionário construído para o efeito do presente estudo.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Os inquiridos relataram inexistência de supervisão parental, falta de imposição de regras, existência de conflitos com os pares, professores e funcionários, bem como ausência de hábitos de estudo e de atividades extracurriculares; admitiram, ainda, passar mais tempo entre pares do que com os familiares. Admitiram, ainda, ter já adotado diferentes condutas desviantes e delinquentes ou mesmo criminais (e.g., agressões para com colegas, professores e funcionários, causar dano intencional em objetos de outros, estar envolvidos em grupos de pares desviantes, invadir propriedades privadas, e participar em furtos, e em tráfico de droga). Estes comportamentos foram mais assumidos por rapazes.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Importa, deste modo, que os esforços de prevenção da delinquência considerem o grupo de jovens que precocemente manifestam comportamentos desviantes, dado o seu maior risco para o desenvolvimento de futuras formas de inadaptação social, incidindo igualmente sobre o meio escolar e familiar.</p> Sónia Maria Martins Caridade, Ana Cristina Martins, Laura Nunes Direitos de Autor (c) 2019 Sónia Maria Martins Caridade, Ana Cristina Martins, Laura Nunes https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/106 Thu, 28 Feb 2019 00:00:00 +0000 Serviço social em escolas públicas: Rácios de estudantes por assistente social em Portugal https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/107 <p><strong>Objetivo</strong>: O presente estudo estima o rácio de estudantes por assistente social nas escolas públicas de Portugal.</p> <p><strong>Métodos</strong>: A análise documental foi utilizada para a recolha de dados, seguindo três etapas com critérios específicos: 1) partimos de fontes documentais oficiais para identificar as escolas que permitem a contratação de assistentes sociais; 2) foram recolhidas evidências de empregabilidade de assistentes sociais na página institucional de cada escola; 3) foi construída uma base de dados, a nível nacional e regional, para o território continental de Portugal.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Foram identificados 112 assistentes sociais no universo de 811 escolas públicas (escolas agrupadas e não agrupadas). O rácio a nível nacional de assistente social/estudantes em todas as escolas de Portugal continental foi de 1:12.086, variando entre 1:8.753 e 1:22.237. O rácio nas escolas que têm assistentes sociais foi de 1:1.394, variando entre 1:1.210 e 1:1.768, dependendo da região do país.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Os assistentes sociais são profissionais muito residuais na escola pública, destacando-se os rácios alarmantes e desiguais territorialmente de assistentes sociais/estudantes. Tal evidencia o desinvestimento na profissão e nos seus objetivos no campo da educação. Estes resultados interpelam as organizações nacionais e europeias de assistentes sociais a definir recomendações de rácios de estudantes por assistente social, exigindo um maior investimento nesta área crucial de intervenção social.</p> Sara Mendes, Sónia Guadalupe Direitos de Autor (c) 2019 Sara Mendes, Sónia Guadalupe https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/107 Thu, 28 Feb 2019 00:00:00 +0000 Programa de Primeiros Socorros em Saúde Mental: Estudo piloto https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/108 <p><strong>Objetivo</strong>: O presente estudo piloto teve como objetivo apreciar comparativamente a qualidade do Programa de Primeiros Socorros em Saúde Mental na Literacia em saúde mental de recém-licenciados em Enfermagem.</p> <p><strong>Método</strong>: Utilizou-se um desenho pré-experimental, designado estudo de caso com pós-teste de grupo único. O Programa teve a duração de dois dias (14 horas). A amostra do estudo foi constituída por 16 recém-licenciados em Enfermagem, com uma média de idades de 21,86 anos (<em>DP</em> = 0,54). Como instrumento de colheita de dados foi utilizado o Questionário de Avaliação da Literacia em Saúde Mental, aplicado à depressão, esquizofrenia e abuso de álcool. Em termos de análise de dados, recorreu-se às estatísticas resumo, ao teste Q de Cochran e teste de Friedman e como medidas de tamanho de efeito o ℜ e <em>W</em>, associadas ao teste adequado.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Observou-se, no final da intervenção, níveis elevados e diferenciados de literacia em saúde mental em todas as suas componentes, ao nível da depressão, esquizofrenia e uso/abuso de álcool, especificamente em termos de reconhecimento dos problemas. Comparativamente, a intenção de pedido de ajuda diferenciou-se consoante o problema descrito nas vinhetas (<em>p</em> &lt; 0,05), sendo mais elevada na depressão (81,30%) comparativamente ao abuso de álcool (56,30%) e à esquizofrenia (37,50%). Resultado idêntico foi obtido para a confiança em prestar primeiros socorros (<em>p</em> &lt; 0,05) e em que os participantes se sentiram mais confiantes nos casos da depressão e do abuso de álcool.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Apesar das limitações decorrentes do tipo de desenho utilizado, nomeadamente a ausência de grupo de controlo e não existência de observação prévia à intervenção, os resultados mostram que no fim do programa os participantes apresentam elevada confiança para agir em prol da sua saúde mental e daqueles que lhe estão próximos.</p> Luís Manuel Loureiro, Catarina Ferreira Sousa Direitos de Autor (c) 2019 Luís Manuel Loureiro, Catarina Ferreira Sousa https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/108 Thu, 28 Feb 2019 00:00:00 +0000 Atitudes face à doação de gâmetas e gestação de substituição https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/119 <p><strong>Objetivo</strong>: A parentalidade constitui-se como um desejo comum a muitos indivíduos, mas em alguns casos a sua concretização implica o recurso a técnicas de reprodução medicamente assistida, como a doação de gâmetas ou a gestação de substituição. Em virtude da escassez de estudos sobre atitudes face à doação/receção de gâmetas e gestação de substituição, este estudo pretendeu explorar as atitudes de indivíduos em idade reprodutiva relativamente a estas técnicas.</p> <p><strong>Métodos</strong>: Participaram 551 sujeitos com idades entre os 18 e os 40 anos, recrutados através de amostragem por bola de neve. Foi solicitado o preenchimento de um questionário desenvolvido especificamente para o estudo, disponibilizado numa plataforma <em>online,&nbsp;</em>que avaliou o posicionamento dos sujeitos face à doação/receção de gâmetas e gestação de substituição.</p> <p><strong>Resultados</strong>: A maioria dos participantes revelou uma atitude positiva perante a doação/receção de gâmetas. No caso da doação a principal motivação indicada foi a de ajudar um casal que não pode ter filhos. Relativamente à receção de gâmetas, os dados sugerem tratar-se de uma circunstância bem aceite pelos participantes. Já no que se refere à gestação de substituição, ainda que exista um posicionamento favorável à sua legalização, nem todos os participantes considerariam essa possibilidade, ainda que aqueles que a equacionariam refiram que se sentiriam felizes por concretizar o sonho de se tornar mãe/pai.</p> <p><strong>Conclusões</strong>: Na globalidade, a receção/doação de gâmetas é vista de um modo favorável. Aspetos como realizar o desejo de parentalidade e poder cuidar de uma criança desde o seu nascimento são relevantes, sugerindo uma menor valorização da componente genética. Por sua vez a doação de gâmetas parece relacionar-se com motivações altruístas, podendo ser potenciada com a existência de aconselhamento. A complexidade da gestação de substituição poderá contribuir para a existência de uma menor abertura, ainda que os sujeitos estejam de acordo com a sua legalização em Portugal.</p> Naír Carolino, Ana Galhardo, Marina Cunha Direitos de Autor (c) 2019 Naír Carolino, Ana Galhardo, Marina Cunha https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/119 Fri, 01 Mar 2019 00:00:00 +0000 Importância dos enfermeiros na identificação do cyberbullying: Revisão sistemática https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/105 <p><strong>Objetivo</strong>: O <em>cyberbullying </em>tem despertado a atenção na comunidade científica, existindo já uma maior preocupação por parte dos órgãos políticos perante um tema que se revela uma preocupação de saúde pública. Com a presente revisão sistemática da literatura pretende-se compreender a abordagem dos cuidados de saúde primários na identificação e prevenção do <em>cyberbullying </em>em crianças/jovens.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Com recurso a várias bases de dados (PubMed, Google Scholar, Web of Science e EBSCO), pesquisaram-se artigos científicos utilizando os operadores booleanos<em> AND </em>e <em>NOT</em> com as palavras chave <em>Cyberbullying</em>, <em>Child</em>, <em>Adolescent</em> e <em>Primary Health Care</em>. Incluíram-se os artigos entre os anos 2013 e 2018 com resumo e texto completo.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Identificaram-se no total sessenta e três artigos. Vinte e três artigos eram duplicados, onze artigos eram periódicos de revistas consideradas de cariz não-científico. Após leitura integral, eliminaram-se vinte e quatro artigos, em que somente cinco cumpriram com os critérios de inclusão.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> As Tecnologias de Informação e Comunicação apresentam benefícios e malefícios, onde a família/pessoa significativa e os enfermeiros desempenham um papel primordial na prevenção e antecipação de comportamentos de risco para o desenvolvimento integral da criança/jovem. Justifica-se um maior investimento na formação de profissionais de saúde, dotando-os de estratégias de avaliação e intervenção na prevenção do <em>cyberbullying</em>, identificando vítimas e agressores em todos os contextos (escolar, familiar, cuidados de saúde primário e emergência hospitalar). Não tendo sido encontrados estudos realizados na Europa, sugere-se maior investigação que permita melhor compreender a promoção positiva do cuidar da criança/jovem e família perante o <em>cyberbullying</em>.</p> José Carlos da Silva Mendes, Susana Queirós, Marina Pedro, Marta Oliveira Direitos de Autor (c) 2019 José Carlos da Silva Mendes, Susana Queirós, Marina Pedro, Marta Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://rpics.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/105 Thu, 28 Feb 2019 00:00:00 +0000