Tecnologia Educativa para capacitação de familiares cuidadores de adultos mais velhos dependentes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31211/rpics.2021.7.1.208

Palavras-chave:

Cuidador informal, Saúde do adulto mais velho, Tecnologia Educativa, Educação para a Saúde

Resumo

Contexto e Objetivo: Cuidar de adultos mais velhos dependentes no domicílio é uma realidade cada vez mais frequente na atual sociedade envelhecida, advindo daí a necessidade de dotar os cuidadores com práticas e saberes que, tradicionalmente, não estavam nos domínios das famílias. Esta investigação tem como objetivo analisar a eficácia de uma Tecnologia Educativa na capacitação de familiares cuidadores de adultos mais velhos dependentes em ambiente domiciliar. Métodos: Participaram 12 familiares cuidadores que acompanharam adultos mais velhos internados numa instituição hospitalar de referência em traumas, situada em Fortaleza-Ceará-Brasil, um mês após o retorno ao domicílio. Tratou-se de um estudo qualitativo assente na investigação-ação mediante construção, aplicação e avaliação de uma tecnologia educativa (TE). A TE construída para o efeito, teve por base a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Maslow e os pressupostos da educação para a saúde. Resultados: Oito familiares cuidadores relataram a experiência prévia no cuidado aos adultos mais velhos no domicílio e quatro revelaram um conhecimento superficial sobre o cuidar. A aquisição de conhecimento mediado pela aplicação da TE conduziu à ocorrência de mudanças no atendimento às necessidades humanas básicas de adultos mais velhos no cuidado domiciliar, designadamente, compreensão do processo de envelhecimento, adaptação do ambiente físico, adequação da alimentação, tolerância, resgate da autonomia e envolvimento da família. Conclusões: A aplicação da TE teve impacto na práxis do familiar cuidador, materializado no suprimento das necessidades básicas humanas da pessoa idosa cuidada. Esta ferramenta, desponta como complemento útil para o reforço das competências do cuidador informal do adulto mais velho dependente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alves, N. M. (2018). Cuidando, lado a lado — Otimização de estratégias de atuação na capacitação do cuidador informal [Tese de mestrado, Universidade de Évora]. Repositório da Universidade de Évora. https://bit.ly/3fh8FMj

Aoun, S. M., Stegmann, R., Slatyer, S., Hill, K. D., Parson, R., Moorin, R., Bronson, M., Walsh, D., & Toye, C. (2018). Hospital postdischarge intervention trialled with family caregivers of older people in Western Australia: Potential translation into practice. BMJ Open, 8(11), Artigo e022747. https://doi.org/gdvr

Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo (L. Antero Reto, Trad.). Edições 70.

Cardoso, R. S. S, Sá, S. P. C, Domingos, A. M, Sabóia, V. M, Maia, T. N., Padilha, J. M. F., & Nogueira, G. A. (2018). Educational technology: a facilitating instrument for the elderly care. Revista Brasileira de Enfermagem, 71(Supl. 2), 786–92. https://doi.org/gdvt

Care Act 2014. (2014). Care Act 2014 c. 23. Legislation.gov.uk. https://bit.ly/3hMuOnz

Castro, L., Souza, D., Pereira, A., Santos, E., Lomeo, R., Teixeira, H. (2016). Competências dos cuidadores informais familiares no autocuidado: Autoestima e suporte Social [Apresentação de artigo]. Quinto Congresso Ibero-Americano em Investigação Qualitativa (Vol. 2, pp. 1346–1355), Porto, Portugal. https://bit.ly/2QR9ZMG

Ceccon, R. F., Vieira, L. J. E. S. Brasil, C. C. P., Soares, K. G., Portes, V. M., Garcia Júnior, C. A. S., Schneider, I. J. C., & Carioca, A. A. F. (2021). Envelhecimento e dependência no Brasil: características sociodemográficas e assistenciais de idosos e cuidadores. Ciência & Saúde Coletiva, 26(1) 17–26. https://doi.org/gfmh

Cruz, D. C. M., Loureiro, H. A. M., Silva, M. A. N. C. G. M. M., Fernandes, & M. Mouronho (2010). As vivências do cuidador informal do idoso dependente. Revista de Enfermagem Referência, III(2), 127–136. https://doi.org/gfmf

Cunha, D. G. P., Almeida, L. N. A., Wanderley, R. M. M., Bittencourt, G. K. G. D., Alves, G. a. S., Amaral, A. K. F., & Bezerra, R. G. S. (2020). Alimentação e Comunicação: Vídeo para Orientação de Cuidadores de Idosos. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 24(1), 147–158. https://doi.org/gdvv

Decreto Legislativo Regional n.º 22/2019/A, de 29 de novembro. (2019). Regime jurídico de Apoio ao Cuidador Informal na Região Autónoma dos Açores. Diário da República, 1.ª série, 212, 22–29. https://bit.ly/34b91xK

Decreto Legislativo Regional n.º 5/2019, de 17 de julho. (2019). Cria o estatuto do cuidador informal da região Autónoma da Madeira. Diário da República, 1.º série, 135, 17–22. https://bit.ly/2SlYDke

Fechine, B. R. A., & Trompieri, N. (2015). O processo de envelhecimento: as proncipais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. InterSciencePlace, 1(20), 106–194. https://bit.ly/3fLiyki

Fernandes, C. S., & Angelo, M. (2016). Cuidadores familiares: o que eles necessitam? Uma revisão integrativa. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 50(4), 675–682. https://doi.org/gdvw

Galado, M. (2018). Serpa promove a qualidade de vida dos cuidadores informais! [Tese de mestrado, Universidade de Évora]. Repositório Universidade de Évora. https://bit.ly/3bOx5dY

Horta, W. A. (1978). Processo de enfermagem. EPU.

José, D. G., Schwalm, M. T., Ceretta, L. B., Dagostim, & V. S., Soratto, M. T. (2016). Adaptação da família do idoso no cuidado domiciliar. Revista Saúde, 16(43), 1–11. https://doi.org/gdv2

Landeiro, M. J., Peres, H. H. C., & Martins, T. V. (2016). Evaluation of the educational technology "Caring for dependent people" by family caregivers in changes and transfers of patients and tube feeding. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 24, Artigo e2774. https://doi.org/gdv3

Lei n.º 100/19, de 6 de setembro. (2019). Aprova o Estatuto do Cuidador Informal, altera o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social e a Lei n.º 13/2003, de 21 de maio. Diário da República, 1.ª série, 171, 3–16. https://bit.ly/3fcUKqB

Luiz, I. C., & Brum, A. K. R. (2015). Prevalência e fatores de risco de queda em idosos no domicílio: revisão integrativa da literatura. Revista de Enfermagem UFPE on line, 9(10), 1556–1564. https://bit.ly/3fHjXIS

Marigliano, R. X., Silva J. F., Miranda, M. L. J., Rodrigues, G. M., & Gil, C. A. (2015). Estratégias de autocuidado usadas por cuidadores de idosos: análise de produção científica. Mudanças Psicologia da Saúde, 23(2), 37–45. https://bit.ly/3ff9OE8

Marinho, C. L., Nascimento, V., Bonadiman, B. S. R, & Torres, R. S. F. (2020). Causas e consequências de quedas de idosos em domicílio. Brazilian Journal Health Review, 3(3), 6880–6896. https://doi.org/gdv8

Melo, L. P. (2016). É como uma família: significados atribuídos a grupos de educação em saúde sobre diabetes por profissionais da saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 21(8), 2497–2506. https://doi.org/gdwb

Ministério da Saúde. (2012). Caderno de atenção domiciliar (Vol. 1). Ministério da Saúde. https://bit.ly/3hKV69I

Ministério da Saúde. (2008). Guia prático do cuidadorå. Ministério da Saúde. https://bit.ly/3fiU8jr

Miranda, A. C. C., Sérgio, S. R., Fonseca, G. N. S., Coelho, S. M. C., Rodrigues, J. S., Cardoso, C. L. C., & Cassiano, J. G. (2015). Avaliação da presença de cuidador familiar de idosos com déficits cognitivos e funcional residentes em Belo Horizonte-MG. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 18(1), 141–150. https://doi.org/gdwc

Mónico, L., Alferes, V., Parreira, P., & Castro, P. A. (2017). A observação participante enquanto metodologia de investigação qualitativa [Apresentação de Artigo]. Sexto Congresso Ibero-Americano em Investigação Qualitativa (Vol. 3, pp. 724–733), Salamanca, Espanha. https://bit.ly/3oXmdzZ

Moraes, S. L. M, Tabelo, M. B. D., Afio, C. J., Lavinas, S. M. C., & Santos, A. M. D. (2016). Uso de tecnologia leve-dura nas práticas de enfermagem: análise de conceito. Aquichan, 16(2), 230–239. https://doi.org/gdwd

Moreira, A. C. A., Silva, M. J., Darder, J. J. T., Coutinho, J. F. V., Vasconcelos, M. I. O., & Marques, M.B. (2018). Effectiveness of an educational intervention on knowledge-attitude-practice of older adults’ caregivers. Revista Brasileira de Enfermagem, 71(3), 1055–1062. https://doi.org/gdwf

Oliveira, B. C., Garanhani, M. L., & Garanhani, M. R. (2011). Caregivers of people with stroke - needs, feelings and guidelines provided. Acta Paulista de Enfermagem, 24(1), 43–49. https://doi.org/gdwg

Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde. (2018). Folha Informativa-Envelhecimento e Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde. https://bit.ly/3oQfZ4H

Pacheco, E. S., Rocha, K. A., Mota, M. S., Silva, V. R, Gomes, A. T., Viana, V. M. O., Rocha, A. F., & Cardoso, A.R. (2020). Perceptions of elderly caregivers about the act of caring. Research, Society and Development, 9(7), Artigo e283974161. https://doi.org/gdwj

Paschoal, S. M. P. (2008). Diminuição da capacidade funcional, fragilização e dependência. Em Born, T. (Org.), Cuidar melhor e evitar a violência - Manual do cuidador da pessoa idosa (pp. 113–120). Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.

Pereira, S., & Duque, E. (2017). Cuidar de idosos dependentes – A sobrecarga dos cuidadores familiares. Revista Kairós – Gerontologia, 20(1), 187-202. https://doi.org/gfmg

Pereira, K. C., Guimarães, F. S, Alcauza, M. T. R., Campos, D. A., & Pires, R. O. M. (2014). Percepção, conhecimento e habilidades de cuidadores em saúde bucal de idosos acamados. Saúde & Transformação Social, 5(3), 34–41. https://bit.ly/3yzNbln

Peruzzo, C. M. K. (2017). Pressupostos epistemológicos da pesquisa participativa: da observação-participante à pesquisa-ação. Estudios sobre las Culturas Contemporáneas, XXIII(3), 161–190. https://bit.ly/3oZXMBJ

Santos, A. C, Silva, J. O. M., Makuch, M. V., Matia, G., & Rozin, L. (2017). Sobrecarga do cuidador familiar do idoso dependente. Espaço para a Saúde – Revista de Saúde Pública do Paraná, 18(2), 55–62. https://bit.ly/34aaBA2

Santos, P. D. S., Santos, Z. M. S., Diógenes, L. M. M. B., Caldas, J. M. P., Rodrigues, K. A. F., & Carneiro, R. F. (2018). Capacitação do familiar cuidador com a aplicação da Tecnologia Educativa em Saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, 71(3), 1202–1201. https://doi.org/gdwq

Slatyer, S., Aoun, S. M., Hill, K. D., Walsh, D., Whitty, D., & Toye, C. (2019). Caregivers’ experiences of a home support program after the hospital discharge of an older family member: A qualitative analysis. BMC Health Services Research, 19(1), 220. https://doi.org/gdwr

Sousa, S. G., Silva, R. M., Reinaldo, A. M. S., Soares, S. M., Gutierrez, D. M., & Figueiredo, M. L. F. (2021). “A gente não é de ferro”: Vivências de cuidadores familiares sobre o cuidado com idosos dependentes no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 26(1), 27–36. https://doi.org/gfmj

World Health Organization. (2015). World report on ageing and health. WHO Library. https://bit.ly/3hPEUUB

Publicado

2021-05-31

Como Citar

Osterne, L. P. R. ., Santos, Z. M. de S. A. ., Capelo, M. R. T. F., Branco, J. G. de O. ., Osterne , E. P. R. ., & Filho, M. P. de S. . (2021). Tecnologia Educativa para capacitação de familiares cuidadores de adultos mais velhos dependentes. Revista Portuguesa De Investigação Comportamental E Social, 7(1), 52–65. https://doi.org/10.31211/rpics.2021.7.1.208

Edição

Secção

Artigo Original