Apoio social e solidão: Reflexos na população idosa em contexto institucional e comunitário

Maria Helena Reis Amaro da Luz, Isabel Miguel

Resumo


Objetivos: O apoio proveniente das redes sociais reflete, junto dos idoso, níveis de satisfação diferenciados, os quais se associam a variáveis contextuais, facultando, de igual modo, leituras explicativas sobre a predição da solidão. Deste modo, pretende-se, neste estudo, distinguir as redes sociais dos idosos que constituem a amostra, discutir os níveis de satisfação que apresentam com as redes de apoio social e a percepção que evidenciam relativa a sentimentos de solidão, tendo por base a influência da variável residência. A par, será retida a percepção subjetiva da solidão, para analisar os modelos explicativos que lhe estão hierarquicamente subjacentes.

Método: A amostra deste estudo envolveu 221 idosos, dos quais 99 (44, 8%) vivem na comunidade e 122 (55,2%) residem em instituição. O protocolo foi composto por: Questionário Sociodemográfico; Escala de Redes Sociais de Lubben; Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) e Escala de Solidão da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).

Resultados: A comparação nas redes de apoio social entre os participantes revela, a partir dos testes univariados, a existência de diferenças estatisticamente significativas em todas as dimensões consideradas: os residentes na comunidade apresentam uma rede de suporte familiar, de amigos e de confidentes mais alargada do que os residentes em estrutura residencial para idosos. Os testes subsequentes relativos à satisfação com a rede de apoio revelam diferenças estatisticamente significativas nas dimensões relativas à satisfação com os amigos, família e apoio social, sendo os participantes residentes na comunidade os mais satisfeitos. A regressão hierárquica múltipla revela acréscimos na variância explicada da solidão, evidenciando o modelo final que a satisfação com a família, a existência de confidentes e de uma rede de amigos se revelam bons preditores negativos da solidão.

Conclusões: Os idosos a residir na comunidade reportam, comparativamente aos participantes em lar, níveis mais elevados de suporte social ativo ou recebido, bem como de suporte social percebido como disponível em caso de necessidade. Por si só, a variável residência não influi na percepção subjetiva da solidão dos grupos em análise. No entanto quando se focalizam as vivências em lar, o apoio recebido e a satisfação com o suporte social revelam ser contributos importantes para minimizar a solidão destes idosos.

 




DOI: http://dx.doi.org/10.7342/ismt.rpics.2015.1.2.20

Palavras-chave


Social support network; Satisfaction with social support; Loneliness; Elderly

Texto Completo:

PDF

Referências


Amaro-da-Luz, M. H. (2014). Sociologia do envelhecimento [Aging sociology]. In M. T. Veríssimo (Ed.), Geriatria fundamental – Saber e praticar (pp. 65-74). Coimbra: Lidel.

Amaro-da-Luz, M. H., & Miguel, I. (2013) Empreendedorismo Social: Dinâmicas de proximidade territorial a favor de uma cidadania inclusiva [Social entrepreneurship: The territorial proximity dynamics in favor of an inclusive citizenship]. Paper presented at the 3ª Conferência Ibérica de Empreendedorismo, Ciem2013 20.

Baltes, P., & Smith, J. (2003). New frontiers in the future of ageing: From successful ageing of the young old to the dilemmas of the fourth age. Gerontology, 49, 123-145. doi:10.1159/000067946

Bandeira, M.L. (2014). Dinâmicas demográficas e envelhecimento da população Portuguesa - 1950-2011 evolução e perspectivas [Demographic dynamics and aging of the Portuguese population - 1950-2011 evolution and perspectives]. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Retrieved from https://www.ffms.pt/upload/docs/dinamicas-demograficas-e-envelhecimento-da-populac_efe8FbqdjUGZx3LduUIzgg.pdf

Barrera, M. (1986). Distinctions between social support concepts and models. American Journal of Community Psychology, 14(4), 413-445. doi:10.1007/BF00922627

Bowling, A., Farquhar, M., & Browne, P. (1991). Life satisfaction and associations with social network and support variables in three samples of elderly people. International Journal of Geriatric Psychiatry, 6, 549-566. doi:10.1002/gps.930060803

Böckerman, P., Johansson, E., & Saarni, S. I. (2012). Institutionalisation and subjective wellbeing for old-age individuals: Is life really miserable in care homes?. Ageing and Society, 32, 1176­-1192. doi:10.1017/S0144686X1100081X

Capitanini, M. E. (2000). Sentimento de solidão, bem-estar subjetivo e relações sociais em idosas vivendo sós [Lonely feeling, subjective well-being, and social relations in elderly living alone] (Master’s thesis, Universidade Estadual de Campinas, Campinas). Retrieved from http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/250970

Caplan, R. (1979). Patient, provider and organization: Hypothesized determinants of adherence. In S. J. Cohen (Ed.), New directions in patient compliance. Lexington, Mass.: Health.

CES-Portugal. (2013). Parecer de iniciativa sobre as consequências económicas, sociais e organizacionais decorrentes do envelhecimento da população [Initiative opinion on the economic, social, and organizational consequences of population aging]. Retrieved from http://www.ces.pt/download/1359/FINAL_completa%20com%20ESTUDO.pdf

Chau, F., Soares, C., Fialho, J., & Sacadura, M. (2012). O envelhecimento da população: Dependência, ativação e qualidade [The aging population: Dependence, activation and quality]. Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa/FCH/Universidade Católica Portuguesa. Retrieved from https://www.animar-dl.pt/documentacao/pdf/27-coesao-social/176-o-envelhecimento-da-populacao-dependencia-ativacao-e-qualidade-relatorio-final

Chaumont-Chancelier, F. (2003). Civil society and the contemporary social order. In A. Breton, G. Galeotti, P. Salmon, & R. Wintrobe (Eds.), Rational foundations of democratic politics (pp. 68-92). Cambridge: Cambridge University Press.

Chaves, M. G. D. (2015). Bem-estar subjetivo e perceção de suporte familiar em idosos institucionalizados [Subjective well-being and perception of family support in institutionalized elderly] (Master’s thesis, Universidade de Évora). Retrieved from http://hdl.handle.net/10174/14539

Choi, N., Ransom, S., & Wyllie R. (2008). Depression in older home residents: The influence of nursing home environmental stressors, coping, and acceptance of group and individual therapy. Aging and Mental Health, 12(5), 536-547. doi:10.1080/1360786080234300

Cohen-Mansfield, J., & Parpura-Gill, A. (2007). Loneliness in older persons. a theoretical model and empirical findings. Journal of International Psychogeriatrics, 19(2), 279-294. doi:10.1017/s1041610206004200

Cortelletti, I. A., Casara, M. B., & Herédia, V. B. M. (2004). Idoso asilado: Um estudo gerontológico [Institutionalized elderly: A gerontological study]. Brasil: EDUCS/ Universidade de Caxias do Sul.

Daniel, F., Simões, T., & Monteiro, R. (2012). Representações sociais do «Envelhecer no Masculino» e do «Envelhecer no Feminino» [Social representations of male and female ageing]. Ex Aequo, 26, 13–26. Retrieved from http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-55602012000200003

Domingues, M. A. (2012). Mapa mínimo de relações do idoso: Uma ferramenta para se avaliar rede de suporte social [Minimal map of elderly relations: A tool to assess social support network]. In F. Pereira (Ed.), Teoria e prática da gerontologia — Um guia para cuidadores de Idosos. Viseu, Portugal: Psicosoma.

Drennan, J., Treacy, M. P., Butler, M., Byrne, A., Fealy, G., Frazer, K., & Irving, K. (2008). Support networks of older people living in the community. International Journal of Older People Nursing, 3(4), 234-242. doi:10.1111/j.1748-3743.2008.00135.x

Erbolato, R. (2002). Relações sociais na velhice [Social relationships in old age]. In E. V. Freitas & L. Py (Eds.), Tratado de geriatria e gerontologia (pp. 957-964). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

Esgalhado, M. G., Reis, M., Pereira, H., & Afonso, R. M. (2010). Influence of social support on the psychological well-being and mental health of older adults living in assisted-living residences. International Journal of Developmental and Educational Psychology, 1, 267–278. Retrieved from http://hdl.handle.net/10662/3188

Fernandes, P. (2000). A depressão no idoso [Depression in the elderly]. Coimbra: Quarteto Editora.

Fiorillo, D., & Sabatini, F. (2011). Quality and quantity: The role of social interactions in individual health. Social Science & Medicine, 73(11), 1644- 1652. doi:10.1016/j.socscimed.2011.09.007

Fonseca, A. M. (2006). O envelhecimento. Uma abordagem psicológica [Aging. A psychological approach]. Lisboa: UCP.

Fonseca, A. M., Paúl, C., Martín, I., & Amado, J. (2005). Condição psicossocial de idosos rurais numa aldeia do interior de Portugal [Psychosocial condition of rural elderly in a village in the interior of Portugal]. In C. Paúl & A. Fonseca (Eds.), Envelhecer em Portugal (pp. 97-108). Lisboa: Climepsi.

Freitas, P. C. B. (2011). Solidão em idosos. Percepção em função da rede social [Loneliness in the elderly. Perception according to the social network] (Master's thesis, UCP-Centro Regional de Braga, Faculdade de Ciências Sociais). Retrieved from https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/8364/1/SOLID%25C3%2583O%2520EM%2520IDOSOS.pdf

Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) (2013). Carta Social — Rede de serviços e equipamentos — Relatório 2013 [The Carta Social — services and equipment Network - 2013 Report]. MSESS. Retrieved from http://www.cartasocial.pt/index2.php

Gottlieb, B. H., & Bergen, A. E. (2009). Social support concepts and measures. Journal of Psychosomatic Research, 69(5), 511–520. doi:10.1016/j.jpsychores.2009.10.001

Guadalupe, S. (2008). A Saúde mental e o apoio social na família do doente oncológico [Mental health and social support in the cancer patient family] (Doctoral dissertation, ICBAS-Universidade do Porto). Retrieved from http://hdl.handle.net/10216/16133

Hooyman, N. (1983). Social support networks in services to the elderly. In J. K. Whittaker & J. Garbarino (Eds.), Social support networks: Informal helping in the human services. New York: Aldine Publications.

INE (2002). O envelhecimento em Portugal: Situação demográfica e socioeconómica recente das pessoas idosas [Aging in Portugal: Recent demographic and socio-economic situation of the elderly]. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. Retrieved from http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=ine_censos_estudo_det&menuBOUI=13707294&contexto=es&ESTUDOSest_boui=106370&ESTUDOSmodo=2&selTab=tab1

INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Portugal [Census 2011 final results - Portugal]. Instituto Nacional de Estatística, Lisboa. Retrieved from http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=ine_censos_publicacao_det&contexto=pu&PUBLICACOESpub_boui=73212469&PUBLICACOESmodo=2&selTab=tab1&pcensos=61969554

Leal, M. C. C., Apóstolo, J. L. A., Mendes, A. M. O. C., & Marques, A. P. O. (2014). Prevalência de sintomatologia depressiva e fatores associados entre idosos institucionalizados [Prevalence of depressive symptoms and associated factors among institutionalized elderly]. Acta Paulista de Enfermagem, 27(3), 208-214. doi:10.1590/1982-0194201400036

Lopes, A. (2015). Measuring social class in later life. In M. Formosa & P. Higgs (Eds.), Social class in later life: Power, identity and lifestyle (pp. 53-72). Great Britain: Policy Press.

Lubben, N. (1988). Assessing social networks among elderly populations. Family and Community Health, 11(3), 42-52. doi:10.1097/00003727-198811000-00008

Martins, R. M. L. (2005). A relevância do apoio social no envelhecimento e qualidade de vida na mulher [The relevance of social support in old age]. Millenium (Revista do ISPV), 31, 128–134. Retrieved from http://www.ipv.pt/millenium/Millenium31/9.pdf

Mauritti, R. (2004). Padrões de vida na velhice [Patterns of life in old age]. Análise Social, XXXIX(171), 339-363. Retrieved from http://hdl.handle.net/10071/5446

Monteiro, H., & Neto, F. (2008). Universidades da terceira idade: Da solidão aos motivos para a sua frequência [Universities of the third age: From loneliness to the reasons for their frequency]. Porto: Legis Editora.

Neri, A. L. (2001). Envelhecimento e qualidade de vida na mulher [Aging and quality of life in women]. Paper presented at the 2º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia.

Neri, A. L. (2004). Velhice bem-sucedida: Aspectos afetivos e cognitivos [Successful aging: Affective and cognitive aspects]. Psico-USF, 9(1), 109–110. doi:10.1590/S1413-82712004000100015

Neri, A. L. (2006). Palavras-chave em gerontologia [Keywords in gerontology]. Campinas, São Paulo: Alínea.

Neto, F. (1989). Avaliação da solidão [Loneliness assessment]. Psicologia Clínica, 2, 65-79.

Neto, F. (2000). Psicologia social [Social psychology]. Lisboa: Universidade Aberta.

Neto, F., & Barros, J. (2001). Solidão em diferentes níveis etários [Loneliness in different age levels]. Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, 3, 71-88. Retrieved from http://seer.ufrgs.br/index.php/RevEnvelhecer/article/view/4670/2588

Oni, O. O. (2010). Social support, loneliness and depression in the elderly (Master Thesis, Queen’s University Kingston, Ontario, Canada). Retrieved from https://qspace.library.queensu.ca/bitstream/handle/1974/6047/THESIS_FOR_SUBMISSION.pdf?sequence=1

Paúl, C. (1997). Lá para o fim da vida: Idosos, família e meio ambiente [Toward the end of life: Elderly, family, and environment]. Coimbra: Livraria Almedina.

Paúl, C. (2005). Envelhecimento activo e redes de suporte social [Active aging and social support networks]. Sociologia, 15, 275-287. Retrieved from http://ojs.letras.up.pt/index.php/Sociologia/article/view/2392/2189

Paúl, C., & Fonseca, A. M. (2005). Envelhecer em Portugal [Aging in Portugal]. Lisboa: CLIMEPSI.

Peplau, L., & Perlman, D. (1982). Perspectives on loneliness. In Peplau, L., & Perlman, D. (Eds.), Loneliness: A sourcebook of current theory, research and therapy (pp. 1-20). New York, NY: John Wiley and Sons.

Pimentel, L. G., & Albuquerque, C. P. (2010). Solidariedades familiares e o apoio a idosos. Limites e implicações [Family solidarity and support for the elderly. Limits and implications]. Textos & Contextos, 9(2), 251–263. Retrieved from http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/view/7783/5787

Pimentel, L. (2005). O lugar do idoso na família [The place of the elderly in the family]. Coimbra, Quarteto Editora.

PORDATA. (2015). Base de Dados Portugal Contemporâneo [Contemporary Portugal Database]. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Retrieved from http://www.pordata.pt

Kimondo, J. W. (2012). Benefits and challenges encountered by elderly living in nursing homes (Doctoral dissertation, Finland). Retrieved from http://www.theseus.fi/bitstream/handle/10024/51343/Kimondo%20Juliah.pdf;jsessionid=AC44CD2170AF5CE255A3972C7A8BB31F?sequence=1

Quaresma, M. L. (1996). Cuidados familiares às pessoas muito idosas [Family care for the very old]. Lisboa: Núcleo de Documentação Técnica e Divulgação da Direção-Geral da Ação Social.

Quaresma, M. L., & Bernardo, M. (1996). Cuidados a idosos, formação para apoio às famílias [Elderly care, training for family support]. In C. Bonfim., A. Teles, & M. Saraiva. População idosa, análise e perspetivas: a problemática dos cuidados intrafamiliares. Lisboa: Núcleo de Documentação Técnica e Divulgação da Direção-Geral da Ação Social.

Quaresma, M. L. (2008). Questões do envelhecimento nas sociedades contemporâneas [Aging issues in contemporary societies]. Revista Kairós, 11(2), 21-47. Retrieved from https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/2391/1484

Reis, H. (2010). Para uma afirmação competitiva das Misericórdias: dinâmicas e processos conducentes à autonomização e sustentabilidade organizacional [For a competitive affirmation of Misericórdias: Dynamics and processes leading to autonomy and organizational sustainability]. Paper presented at the IX Congresso das Misericórdias Portuguesas (pp. 3-15). Braga: União das Misericórdias Portuguesas.

Ribeiro, J. L. (1999). Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) [Social Support Satisfaction Scale]. Análise Psicológica, 17(3), 547-558. Retrieved from http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82311999000300010

Sánchez Ayéndez, M. (1994). El apoyo social informal [The informal social support]. In E. Anzola Perez., D. Galinsky., F. Morales Martínez., A. R. Salas, & M. Sánchez Ayéndez (Eds.), La atención de los ancianos: Un desafío para los años noventa (pp. 360-368). Washington: Organización Panamericana de la Salud, OPAS (Publicación Científica, 546)

Sarason, I. G., & Sarason, B. R. (1985). Social support: Theory, research and applications. Boston: Martinus Nijhoff Publishers.

Silva, M. E. V. (2006). Se fosse tudo bem, a velhice era boa de enfrentar! Racionalidades leigas sobre o envelhecimento e velhice — um estudo no Norte de Portugal [If it was all right, old age was good to tackle! Lay rationalities on aging and old age — a study in Northern Portugal] (Doctoral dissertation, Universidade Aberta, Lisboa). Retrieved from http://hdl.handle.net/10400.2/788

Sluzki, C. (2006). A rede social na prática sistémica: Alternativas terapêuticas [The social network in systemic practice: Therapeutic options] (2nd ed.). São Paulo, Brasil: Casa do Psicólogo.

Victor, C., Grenade, L., & Boldy, L. (2005). Measuring loneliness in later life: A comparison of differing measures. Reviews in Clinical Gerontology, 15, 63-70. doi:10.1017/S0959259805001723

Wen, M., Hawkley, L. C., & Cacioppo, J. T. (2006). Objective and perceived neighborhood environment, individual SES and psychosocial factors, and self-rated health: An analysis of older adults in Cook County, Illinois. Social Science & Medicine, 63(10), 2575-2590. doi:10.1016/j.socscimed.2006.06.025


Apontadores

  • Não há apontadores.


Copyright (c) 2015 Maria Helena Reis Amaro da Luz, & Isabel Miguel

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.