Ajustamento Mental ao Cancro do Pulmão: o papel da autocompaixão e do suporte social

  • Rute Batista Instituto Superior Miguel Torga
  • Marina Cunha Instituto Superior Miguel Torga Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais (CINEICC, FPCE da Universidade de Coimbra; Portugal) http://orcid.org/0000-0002-5957-1903
  • Ana Galhardo Instituto Superior Miguel Torga Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais (CINEICC, FPCE da Universidade de Coimbra; Portugal) http://orcid.org/0000-0002-3484-6683
  • Margarida Couto Instituto Superior Miguel Torga http://orcid.org/0000-0001-8473-181X
Palavras-chave: Cancro do pulmão, Ajustamento mental, Psicopatologia, Autocompaixão, Suporte social

Resumo

Objetivo: É bem conhecido o impacto que o diagnóstico de uma doença oncológica tem ao nível do ajustamento psicológico em doentes com cancro do pulmão. Por outro lado sabe-se que a sintomatologia depressiva pode, também, sobrepor-se aos sintomas físicos do cancro e tratamento oncológico, o que dificulta a sua deteção e adequada abordagem terapêutica.

O presente trabalho pretende explorar em que medida a autocompaixão e o suporte social são preditores do ajustamento mental e estados afetivos negativos em doentes com cancro do pulmão.

 

Método: A amostra é constituída por 55 indivíduos (38 homens e 17 mulheres) diagnosticados com cancro do pulmão e com idades compreendidas entre os 44 e os 87 anos. Como instrumentos de medida foram utilizadas a Escala de Ajustamento Mental ao Cancro (MiniMac), a Escala de Autocompaixão (SELFCS), a Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) e a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21).

 

Resultados: Foram encontradas correlações significativas entre o ajustamento mental, a psicopatologia e as estratégias de regulação emocional (autocompaixão) e suporte social. Os modelos preditores do ajustamento mental e da sintomatologia associada ao stress incluem dimensões da autocompaixão e o suporte social como variáveis preditoras significativas. Já em relação ao modelo preditor da sintomatologia depressiva, o mindfulness parece ser a única variável com um contributo relevante.

 

Conclusões: Estes resultados têm implicações práticas, sugerindo que estes doentes podem no seu programa terapêutico beneficiar do desenvolvimento deste tipo de estratégias (novas formas de se relacionarem com as suas experiências emocionais e qualidade das suas redes sociais) no sentido de promover um melhor ajustamento mental à sua condição.

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Biografias Autor

Rute Batista, Instituto Superior Miguel Torga
Mestre em Psicologia Clínica
Marina Cunha, Instituto Superior Miguel Torga Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais (CINEICC, FPCE da Universidade de Coimbra; Portugal)

Professora Auxiliar no Instituto Superior Miguel Torga

Presidente do Conselho Científico

Coordenadora do Mestrado em Psicologia Clínica

Ana Galhardo, Instituto Superior Miguel Torga Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais (CINEICC, FPCE da Universidade de Coimbra; Portugal)

Professora Auxiliar no Instituto Superior Miguel Torga

Coordenadora da Licenciatura em Psicologia

Margarida Couto, Instituto Superior Miguel Torga

Professora Auxiliar no Instituto Superior Miguel Torga

Coordenadora da Escola Superior de Altos Estudos do Instituto Superior Miguel Torga

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Publicado
2016-02-29
Como Citar
Batista, R., Cunha, M., Galhardo, A., & Couto, M. (2016). Ajustamento Mental ao Cancro do Pulmão: o papel da autocompaixão e do suporte social. Revista Portuguesa De Investigação Comportamental E Social, 2(1), 14-24. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.1.30
Secção
Artigo Original