Ajustamento mental ao cancro do pulmão: o papel da autocompaixão e do suporte social

Autores

  • Rute Batista Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, Portugal
  • Marina Cunha Instituto Superior Miguel Torga, Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais, Universidade de Coimbra, Portugal http://orcid.org/0000-0002-5957-1903
  • Ana Galhardo Instituto Superior Miguel Torga, Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais, Universidade de Coimbra, Portugal http://orcid.org/0000-0002-3484-6683
  • Margarida Couto Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, Portugal http://orcid.org/0000-0001-8473-181X

DOI:

https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.1.30

Palavras-chave:

Bem-estar psicológico, Idosos, Inteligência espiritual, Saúde mental e física, Depressão, Ansiedade

Resumo

Objetivo: É bem conhecido o impacto que o diagnóstico de uma doença oncológica tem ao nível do ajustamento psicológico em doentes com cancro do pulmão. Por outro lado sabe-se que a sintomatologia depressiva pode, também, sobrepor-se aos sintomas físicos do cancro e tratamento oncológico, o que dificulta a sua deteção e adequada abordagem terapêutica. O presente trabalho pretende explorar em que medida a autocompaixão e o suporte social são preditores do ajustamento mental e estados afetivos negativos em doentes com cancro do pulmão. Método: A amostra é constituída por 55 indivíduos (38 homens e 17 mulheres) diagnosticados com cancro do pulmão e com idades compreendidas entre os 44 e os 87 anos. Como instrumentos de medida foram utilizadas a Escala de Ajustamento Mental ao Cancro (MiniMac), a Escala de Autocompaixão (SELFCS), a Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) e a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21). Resultados: Foram encontradas correlações significativas entre o ajustamento mental, a psicopatologia e as estratégias de regulação emocional (autocompaixão) e suporte social. Os modelos preditores do ajustamento mental e da sintomatologia associada ao stress incluem dimensões da autocompaixão e o suporte social como variáveis preditoras significativas. Já em relação ao modelo preditor da sintomatologia depressiva, o mindfulness parece ser a única variável com um contributo relevante. Conclusões: Estes resultados têm implicações práticas, sugerindo que estes doentes podem no seu programa terapêutico beneficiar do desenvolvimento deste tipo de estratégias (novas formas de se relacionarem com as suas experiências emocionais e qualidade das suas redes sociais) no sentido de promover um melhor ajustamento mental à sua condição.

 

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Biografias Autor

Rute Batista, Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, Portugal

Psicóloga Clínica

Marina Cunha, Instituto Superior Miguel Torga, Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais, Universidade de Coimbra, Portugal

Professora Auxiliar, Psicóloga Clínica, Investigadora

Ana Galhardo, Instituto Superior Miguel Torga, Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenções Cognitivo-comportamentais, Universidade de Coimbra, Portugal

Professora Auxiliar, Psicóloga Clínica, Investigadora

Margarida Couto, Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, Portugal

Professora Auxiliar, Psicóloga clínica 

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Publicado

2016-02-29

Como Citar

Batista, R., Cunha, M., Galhardo, A., & Couto, M. (2016). Ajustamento mental ao cancro do pulmão: o papel da autocompaixão e do suporte social. Revista Portuguesa De Investigação Comportamental E Social, 2(1), 14–24. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.1.30

Edição

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